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#OcupaBrasília: Sintraconst-Rio na capital federal contra a retirada de direitos e por Diretas Já!

#OcupaBrasília: Sintraconst-Rio na capital federal contra a retirada de direitos e por Diretas Já!

Este 24 de maio de 2017 entrou para história das trabalhadoras e dos trabalhadores de todo o Brasil.

O movimento #OcupaBrasília marchou pelo Eixo Monumental da capital federal com mais de 200 mil pessoas, vindas de todo os estados, de várias regiões do Brasil. Foi uma das maiores mobilizações da história.

O Sintraconst-Rio e a Força Sindical RJ estavam na marcha com milhares de trabalhadores, que foram à capital federal em ônibus, na luta contra a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência e em defesa de eleições diretas e democráticas.

A manifestação reivindicou eleições para Presidência da República diante das denúncias de corrupção ao governo de Michel Temer.

A marcha começou ainda na parte da manhã desta quarta-feira (24 de maio). À tarde, a Polícia Militar buscou dispersar os manifestantes com bombas de efeito moral e balas de borracha, depois chegou a disparar com arma de fogo. A área em frente ao gramado do Congresso Nacional foi isolada.

Assim, mais uma vez, uma manifestação pacífica, organizada, com objetivos definidos, foi reprimida com violência, de forma covarde.

 O presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antonio, deixou claro no caminhão de som, em frente ao Palácio do Planalto, as reivindicações.

"Não vamos aceitar retrocessos em nosso direitos conquistados depois de muita luta através do tempo", destaca.

"Quero parabenizar todos trabalhadores, todas as centrais, federações e confederações, sindicatos, movimentos populares e sociais que estão aqui, em especial aos do Rio de Janeiro, da construção civil. Somos milhares, vindos de todo o Brasil, para deixar nosso recado."

Reformas

Carlos Antonio lembrou que os trabalhadores da construção civil estarão entre os mais prejudicados se as reformas forem aprovadas e sancionadas. Leia mais aqui.

O presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antonio, adverte para a injustiça em relação à aposentadoria de um lado e os privilégios de outro nos gastos do governo. "São atribuídos apenas 22% dos gastos do governo para a Previdência. Porém para pagar juros e amortização da dívida pública, são consumidos 42% do orçamento. Essa conta não fecha: é muito dinheiro para encher o bolso de banqueiros e especuladores, que não geram qualquer emprego no País e ainda muitas das vezes fomentam a corrupção, corrompendo ou se deixando corromper. Enquanto isso, para aposentadoria do trabalhador sobra muito pouco", destaca Carlos Antonio.

 

A Marcha a Brasília foi convocada pelas centrais sindicais e começou em frente ao estádio Mané Garrincha.

O presidente da Força Sindical, Paulinho da Força, afirmou que a manifestação foi exitosa.

"Sucesso impressionante da Marcha Contra as Reformas propostas pelo governo. Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil inteiro representados nesse momento histórico", destaca ele.

Confira aqui a nota conjunta das centrais sindicais

Leia a seguir as reivindicações dos trabalhadores da construção civil apresentadas em Brasília.

- Redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem a redução do salário
- Redução da taxa de juros a 5% (atualmente é 11,25%)
- Transparência nos gastos do Sistema S com a participação dos trabalhadores em uma gestão paritária administrativa
- Fim dos privilégios dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário
- Correção da tabela do Imposto de Renda para reduzir a mordida do imposto no trabalhador
- BNDES voltado para o povo e não para os grandes capitais
- Fim do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais)
- FGTS com rendimentos da inflação mais TR (Taxa Referencial)
- Execução ou negociação das dívidas da Previdência
- Imposto da CPMF sobre as grandes fortunas
- Fim da (DRU) Desvinculação das Receitas da União no orçamento da Previdência Social
- Pela manutenção da unicidade sindical e da contribuição sindical
- Valorização dos servidores da educação, da saúde e da segurança pública
- Mais investimentos em moradia e saneamento básico como garantia de cidadania
- Contra o sucateamento do Ministério do Trabalho e da Justiça do Trabalho

Leia aqui o jornal do Sintraconst-Rio que foi entregue em Brasília.

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