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Pelo nosso futuro e das próximas gerações

Pelo nosso futuro e das próximas gerações

por Carlos Antonio,
presidente Sintraconst-Rio
vice-presidente Força Sindical

O povo brasileiro está diante de um desmonte de nossos direitos sociais.

No Congresso Nacional, há duas grandes ameaças em curso: a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência.

A grande mídia diz que as manifestações dos sindicatos são apenas por causa da tentativa de tirar a contribuição sindical. Mas não é nada disso.

O fim da contribuição sindical é um problema menor diante do mar de precarização que está posto na Reforma Trabalhista e da Previdência – um mal que vai atingir a nós e às futuras gerações.

O que está acontecendo na verdade é que a Reforma Trabalhista atende aos interesses patronais e vai flexibilizar os direitos dos trabalhadores e precarizar a relação de trabalho.

Dizem que a legislação trabalhista está ultrapassada. Isso é mentira. Mais de 85% dos 510 artigos que compõem a CLT já sofreram atualizações.

A verdade é que querem colocar nas costas do trabalhador a conta da crise.

As instituições que formam o Sistema S (Sesc, Sebrae, Senac, Sesi, Senai, Senar, Sest, Sescoop e Senat) têm atualmente uma receita de R$ 16 bilhões sem nenhuma transparência. É muito dinheiro público na mão dos grandes empresários. O Sistema S é uma caixa preta enorme. Não há transparência nos gastos. Propomos não só a transparência como a inclusão de trabalhadores na gestão paritária na administração, afinal de contas o dinheiro sai do bolso de todos nós.

Outra caixa preta é o Fundo Partidário. Só neste ano, foram R$ 820 milhões destinados aos partidos políticos. Ou seja: mais dinheiro público usado de forma, no mínimo, duvidosa.

Na Reforma da Previdência, o ataque vai ser violento. Quem mais vai sofrer serão os trabalhadores da construção.

Por exemplo: o trabalhador que começa a trabalhar com 18 anos, depois de 49 anos de contribuição, vai ter 67 anos de idade.

Como a rotatividade do setor é muito grande, o trabalhador da construção vai se aposentar com mais de 80 anos.

O objetivo do governo é acabar com a Previdência Social e favorecer a previdência privada.

São atribuídos apenas 22% dos gastos do governo para a Previdência. Porém para pagar juros e amortização da dívida pública, são consumidos 42% do orçamento. Essa conta não fecha: é muito dinheiro para encher o bolso de banqueiros e especuladores, que não geram qualquer emprego no País e ainda muitas das vezes fomentam a corrupção, corrompendo ou se deixando corromper. Enquanto isso, para aposentadoria do trabalhador sobra muito pouco.

Outro problema grave é que no Brasil há muitas grandes empresas devendo fortunas à Previdência Social. O rombo no total é de R$ 426 bilhões. O pagamento dessa dívida já resolveria em boa parte os gastos com aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Mas como há muita empresa poderosa por trás disso, o governo parece ignorar o problema e colocar a conta sobre o povo brasileiro.

Por isso, estamos 100% mobilizados contra a retirada de direitos.

Está em jogo o nosso futuro, o futuro de nossos filhos, as condições de trabalho e a aposentadoria desta e das próximas gerações.

Nenhum direito a menos. A luta está apenas começando.

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