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1º de maio: festa reúne trabalhadores em defesa de nossos direitos históricos

1º de maio: festa reúne trabalhadores em defesa de nossos direitos históricos

Contra o desmonte dos direitos trabalhistas, em defesa das conquistas históricas dos trabalhadores brasileiros. Essas foram as principais reivindicações colocadas durante a Festa de 1º de maio, tradicional evento promovido pelo Sintraconst-Rio durante o Dia do Trabalhador.

Milhares de operários da construção civil e seus familiares participaram da festa, na quadra da Unidos da Tijuca, durante todo dia. O evento serviu também para reafirmar bandeiras de luta e reforçar a união da categoria.

A diretoria do Sindicato fez questão de realizar o evento mesmo em meio à grave crise financeira.

"Este 1º de maio é diferente por tudo que vem acontecendo neste país. Há quase 15 milhões de desempregados, e um dos setores mais atingidos é a construção civil. Além disso, estão em curso a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista", afirma o presidente do Sintraconst-Rio Carlos Antonio.

O presidente também criticou duramente a Lei da Terceirização, que já foi sancionada e vai precarizar as relações de trabalho em todo o Brasil.

"Os engenheiros nos canteiros de obra já trabalham como PJ (pessoa jurídica, sem carteira assinada). Agora, com a Lei da Terceirização, querem fazer o mesmo com o mestre de obra, encarregado, o pedreiro, com todos", prevê Carlos Antonio.

Como pessoa jurídica, a pessoa não tem direito a férias, décimo terceiro, vale alimentação e transporte, seguro-desemprego entre vários outros benefícios.

O presidente também lembrou das manifestações de 28 de abril, Dia Nacional de Atos e Paralisações: "A Força Sindical teve um papel preponderante nas manifestações."

"Se precisar vamos invadir o Congresso Nacional, é bom que eles entendam a gente de uma vez por todas."

Acesse aqui o jornal Martelão, distribuído durante a festa.

O evento também teve muita animação, com sorteio de dezenas de prêmios como bicicletas e televisores, inclusive três motocicletas 0km, entre os trabalhadores sindicalizados.

E um dos felizardos que saíram da festa donos de uma moto foi Marcelo Ribeiro, aposentado de 61 anos.

Ele conta que vai usar o veículo para fazer pequenos trabalhos, para ajudar a renda como aposentado.

"Fico muito feliz com o prêmio. É um momento de emoção e vou fazer bom uso", conta ele.

Como de costume, a festa também teve espaço para crianças, com apresentação de mágicos, churrasco completo, com cerveja e refrigerante, e outras refeições para os sindicalizados e seus acompanhantes.

Entre os trabalhadores que marcaram presença na festa, estava o pedreiro José Bernardo Neto. Ele é empregado de uma obra no Centro do Rio, e estava acompanhado de sua esposa, Roseli. "Gosto de vir aqui para conversar com os colegas, e saber das novidades sobre a nossa categoria", destaca José.

Já o encarregado de turma Sergio Guimarães, trouxe sua esposa, Andreia, e seus dois filhos, Antonio, de 8 anos, e Pedro Henrique, de 4 anos, para a festa.

"A gente gosta daqui por causa do ambiente, não há brigas, é bem família", conta Sérgio.

"Atualmente estou desempregado, mas faço questão de seguir sindicalizado ao Sintraconst-Rio principalmente por causa da assistência médica e de outros benefícios", destaca Sérgio.

Presença confirmada nos eventos do Sintraconst-Rio, o aposentado Heraldo Santana, de 68 anos, também criticou a Reforma da Previdência.

"Quando passamos dos 60 anos, claramente não temos mais o mesmo pique, a mesma força", lembra ele, que foi encarregado de obra.

"Fazer com que o trabalhador carregue saco de cimento com essa idade é um absurdo", completa.

Heraldo foi um dos vários aposentados que ocuparam o espaço exclusivo, do Deptaconst, na festa de 1º de maio.

Uma das novidades neste evento foi a Foto Maluca. Um espaço cheio de adereços chamativos e carnavalescos para os trabalhadores tirarem uma foto como lembrança deste 1º de Maio com o Sintraconst-Rio.

Entre as lideranças sindicais presentes na festa, estava Erivan Correa, do Sindicato da Saúde do Rio.

Ele também reafirmou as bandeiras de luta contra a situação do Brasil: "O país está à deriva, não tem destino. Está igual aquela música: se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão."

"Este é um dia de reflexão. Estão atacando o emprego, e o movimento sindical. Quem tem menos de 50 anos hoje não vai se aposentar se depender deles. É o nosso futuro, futuro dos nosso filhos, dos netos que está em jogo", afirma Isaac Wallace, presidente da Federação dos Químicos do Estado do Rio.

Outras dezenas de sindicatos e federações estavam representadas no evento, como Sindicato dos Estatísticos, Sindicato dos Químicos, Sindicato dos Bibliotecários.

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