Menu

Reforma Sim, Demolição Não: Sindicato reforça luta em defesa da Previdência e CLT

Reforma Sim, Demolição Não: Sindicato reforça luta em defesa da Previdência e CLT

Centenas de trabalhadores e lideranças sindicais lotaram o salão do Sintraconst-Rio para o debate De Olho nas Reformas Previdenciária e Trabalhista.

O encontro ocorreu na manhã do dia 20 de março, contou com a presença de especialistas na área de Previdência e CLT, e foi uma demonstração de força da classe trabalhadora organizada do Rio de Janeiro.

Durante o debate, o presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antonio, lembrou o momento crucial que os assalariados de todo o Brasil estão enfrentando.

"Se continuarmos mobilizando e levando a população para a rua para se manifestar, tenho certeza que vamos barrar essas reformas. Não podemos ficar na história como o movimento sindical que deixou ser destruída a CLT e a aposentadoria", destaca Carlos Antonio.

O encontro realizado pelo Sintraconst-Rio reforçou a unidade dos sindicatos na luta contra a demolição de direitos históricos conquistados sob muita luta.

O deputado estadual de São Paulo e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, Antonio Ramalho, lembrou que a Reforma da Previdência é prejudicial principalmente para categorias como a da construção civil.

"Temos uma grande rotatividade no nosso setor, o trabalhador completa 100 anos (de vida) mas não chega a 49 anos de contribuição", expõe Ramalho, se referindo ao tempo mínimo de contribuição para receber aposentadoria integral caso a mudança seja aprovada.

O Sintraconst-Rio inclusive já alertou sobre os malefícios dessa reforma em relação aos operários de obras.

A proposta exposta na mesa de debates do encontro é uma discussão que garanta mudanças justas na Previdência. Como está posta hoje, a reforma pesa apenas sobre os trabalhadores.

Enquanto o governo federal diz que a Previdência vai quebrar, o setor empresarial deve R$ 500 bilhões a esta mesma Previdência. E o agronegócio paga apenas 2,5% de sua folha salarial, enquanto a indústria e o comércio pagam 20%.

Além disso, 30% da arrecadação da Previdência Social vai para a DRU (Desvinculação das Receitas da União). Em outras palavras: esses 30% vão para pagar juros, encher o bolso de banqueiros.

"Só resolvendo essas questões já não precisaríamos mexer em idade mínima para aposentadoria ou tirar pensão de viúvas, por exemplo", lembra o primeiro secretário da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, que também fez parte da mesa de debate.

Ele também alertou para as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que estão em curso em Brasília, inclusive para a possibilidade de votação da terceirização da atividade-fim ao longo desta semana.

"As centrais sindicais estão mobilizadas para impedir essa votação", completa Serginho.

O economista do Dieese, Daniel de Almeida, apresentou dados que expõem a diminuição da renda dos aposentados com a Reforma da Previdência.

"A PEC 287 joga o salário médio para baixo", lembra o técnico do Dieese.

Confira aqui a apresentação em Power Point do Dieese sobre a Reforma da Previdência.

Entre as dezenas de entidades representadas no debate, estavam: Força Sindical, Força Sindical RJ, Força Sindical SP, Confederação dos Metalúrgicos, Sintracon-SP, Sindicato e Federação dos Químicos, Químicos de Nova Iguaçu, Trabalhadores do Ramo de Perfumaria, Sindicato Nacional dos Aposentados, Sindicato dos Aeroviários, Sindicato da Construção Civil de São Gonçalo, Sindicato de Tintas de São Gonçalo, Sindicato Artefatos de Borracha, Sindicato dos Petroquímicos, Cooperativa de Crédito dos Trabalhadores Químicos, Sindicato dos Bibliotecários, Sindicato dos Estatísticos, Sindicato dos Oficiais Marceneiros do Rio, Sindicato da Saúde, Seconci-Rio, Sinduscon-Rio, Dieese e Superintedência Regional do Trabalho.

Além disso, trabalhadores do canteiro de obra e empresários do setor também marcaram presença.

O advogado da Confederação dos Metalúrgicos, João Campanário, lembrou que a mobilização e manfestação dos trabalhadores de todo o Brasil é indispensável para frear as reformas em curso.

"Se a gente não for para a rua e pressionar o Congresso Nacional a Reforma Trabalhista vai passar igual a rolo compressor. O negociado sobre o legislado vai favorecer o patronal", destaca Campanário.

Quem também mostrou preocupação com os rumos dos direitos dos trabalhadores foi o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Arcilio Ferreira.

"Vamos ficar atentos a Brasília. Não acredito que essa reforma vai passar", expõe Ferreira.

O secretário geral da Força Sindical, José Carlos Gonçalves (Juruna), alertou para o fato de que "quem vai decidir a nossa vida é o pessoal de Brasília".

"O tipo de reforma que eles estão preparando é para manter o melhor quarto, a malhor cozinha, a melhor torneira para os de cima", completa Juruna.

Voltar ao topo

SINTRACONST-RIO

Departamentos

Siga-nos

Empregadores